quinta-feira, 12 de abril de 2018

Nunca mais...





Perda! Desgosto! Desilusão! Tristeza...
Sei desde há muito, que a perda é a minha fraqueza. Dentro da perda, o Luto! Custa-me despegar-me, largar, deixar cair, perder...
Não coisas, dessas cedo me despeguei, talvez para atenuar este peso que a perda tem em mim. Deixei cair as coisas e não sinto falta das coisas que não tenho, ficou-me o peso da falta das outras "coisas".
Fazem-me falta todas as pessoas que já perdi, sem opinar, sem decidir, sem que me perguntassem, como seria sem elas, partiram, para sempre...Umas muito cedo, outras no fim do seu caminho, mas todas deixaram em mim um espaço vazio, um álbum de memórias com espaços que ainda queria preencher...
Mesmo quando faz sentido, (sim, eu sei, temos um prazo de validade, que eventualmente expira) mesmo aí, quando há paz, acordo e serenidade, sobrepõe-se o vazio, a perda!
Não consigo evitar o impacto profundamente triste do sentimento que invariavelmente me preenche de "Nunca mais..."
Nunca mais....
...vou ouvir,
...vou sentir,
...vou estar,
...vou tocar,
...vou dizer o que não disse,
...me vou despedir, sabendo que é a última vez.
Há sempre, em mim, um medo consciente de me esquecer...como se ria, como se mexia, o cheiro, as expressões mais finas, as mãos (recordo as mãos de todos os abraços que já perdi), o calor - perdê-las de vez. Tenho medo que as fotografias se apaguem com o tempo, e nunca mais posso repo-las, nunca mais....
E nunca mais é tempo demais...

quinta-feira, 8 de março de 2018

O quantos-queres da FELICIDADE



Isto de ser Feliz tem muito que se lhe diga! Ou não?
Porque é que às vezes parece tão fácil e outras parece que não há nada que nos deixe felizes?
Quando estamos felizes é mais fácil encontramos, nas pequenas coisas, motivos para ficarmos ainda mais felizes. Então, acredito que felicidade gera felicidade. Porque tudo é mais fácil quando estamos felizes, é mais olhar para o copo meio-cheio e dizer que "só falta um bocadinho", é mais fácil perdoar, é mais fácil encontrar, num pequeno brilho, um clarão e num obstáculo, apenas um desafio, um percalço, uma coisinha de nada.

Mas o que é que determina se eu vou ser feliz?

A mim faz-me sentido a ideia que a felicidade é também uma escolha. "Também", porque é determinada por duas forças concorrentes: o que me acontece e o que eu faço com o que me acontece.
Posso ser mais ou menos responsável pelos acontecimentos que influenciam a minha vida, mas sem dúvida sou muito mais o produto do impacto que esses acontecimentos provocaram em mim.

O que me acontece, sem dúvida, influencia se eu estou ou não feliz, mas aquilo que eu faço com o que me acontece (a forma como elaboro, como arrumo - ou não - e o protagonismo que lhe dou) influencia, com certeza, se eu sou feliz!

E sim, é aqui que eu posso escolher...de forma mais consciente, num exercício de força interior (às vezes muito difícil) porque eu acho que é o que DEVO FAZER; outras vezes sem sequer pensar sobre isso, porque esta é a minha ATITUDE, eu decido sem decidir que vai ser assim.

Decidir ser feliz é não fazer das coisas menos boas ou das coisas ausentes a cena principal, é não despender nelas todos os meus esforços e energia (muito menos naquelas que, definitivamente, não posso mudar). É aceitar (e não acomodar) que estão lá, existem e não se pode fazer nada (se se pode, 'bora fazer), mas ainda assim, posso viver com elas, em segundo plano, sem mudarem o que preservo de bom e me faz ser FELIZ.

EU SOU FELIZ nesta minha vida com alguns momentos em que eu não estou feliz, mas em que SOUfeliz, porque apesar daquele bolsinho onde eu guardo o lixo, a minha mochila carrega muitas coisas boas e são essas que eu uso, consumo, mexo e remexo todos os dias!