quinta-feira, 12 de abril de 2018

Nunca mais...





Perda! Desgosto! Desilusão! Tristeza...
Sei desde há muito, que a perda é a minha fraqueza. Dentro da perda, o Luto! Custa-me despegar-me, largar, deixar cair, perder...
Não coisas, dessas cedo me despeguei, talvez para atenuar este peso que a perda tem em mim. Deixei cair as coisas e não sinto falta das coisas que não tenho, ficou-me o peso da falta das outras "coisas".
Fazem-me falta todas as pessoas que já perdi, sem opinar, sem decidir, sem que me perguntassem, como seria sem elas, partiram, para sempre...Umas muito cedo, outras no fim do seu caminho, mas todas deixaram em mim um espaço vazio, um álbum de memórias com espaços que ainda queria preencher...
Mesmo quando faz sentido, (sim, eu sei, temos um prazo de validade, que eventualmente expira) mesmo aí, quando há paz, acordo e serenidade, sobrepõe-se o vazio, a perda!
Não consigo evitar o impacto profundamente triste do sentimento que invariavelmente me preenche de "Nunca mais..."
Nunca mais....
...vou ouvir,
...vou sentir,
...vou estar,
...vou tocar,
...vou dizer o que não disse,
...me vou despedir, sabendo que é a última vez.
Há sempre, em mim, um medo consciente de me esquecer...como se ria, como se mexia, o cheiro, as expressões mais finas, as mãos (recordo as mãos de todos os abraços que já perdi), o calor - perdê-las de vez. Tenho medo que as fotografias se apaguem com o tempo, e nunca mais posso repo-las, nunca mais....
E nunca mais é tempo demais...